terça-feira, 19 de julho de 2011

Índice de mortalidade materna em negras é 7,4 vezes maior



O índice de mortalidade materna em mulheres negras é 7,4 vezes maior do que em mulheres brancas, de acordo com pesquisa de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde o início doano, um projeto realizado pelo ONG Bamidelê vemdiscutindo direito e saúde sexual e reprodutivo da mulherna Paraíba, com rodas de diálogos e cursos para tratar, entre outros assuntos, sobre morte materna.Nos próximos dias 9 e 10, no Hotel Xênius, será discutida a vulnerabilidade da mulher negra no sistemapúblico de saúde.O evento vai contar com a participação da educadora Cristina Nascimento(PE) e a professora da UFPB SocorroBorges, que vão abordar os temas Mortalidade Materna e aborto inseguro . De acordo com a coordenadorado projeto, Luana Natiele Basílio, participamdo curso mulheres quilombolas, de terreiros,articuladoras da juventude negra e do sindicato dasdomésticas. O primeiro módulo do curso já foi iniciado com os temas Identidade Negra e Direito e SaúdeSexual e Reprodutivo da Mulher Negra .Infelizmente, como o curso propõe uma continuidade,não será aberto a outros participantes , explicou.A pesquisa divulgada pelo IBGE há três anos ratificaum dado divulgado em 2001 no Manual de DoençasImportantes por Razões Étnicas do Ministério da Saúde, que mostrava que o índice de morte maternaem mulheres negras é de 275 para cada 100 mil mulheres,enquanto o índice em mulheres brancas é de 43.Estes índices também são tratados no livro Gestantes Negras: vulnerabilidade, percepções de saúde e tratamentono pré-natal na Grande João Pessoa , dos autores Antônio Novaes e Ivanildes Fonseca. Deacordo com Luana Basílio, o livro ressalta que omaior índice de mortalidade negra se dá em função do racismo institucional que a mulher negra sobre noatendimento. Entre as práticas do racismo está a utilização de menor quantidade de anestesia por pressuporque a mulher negra é mais resistente a dor , comentou Luana. No ano passado, pelo menos 28 mulheres tiverammorte materna na Paraíba. As estatísticas mostram que de 2006 a 2010, houve um aumento de 64,7% nonúmero de casos na Paraíba, de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da Secretariade Estado da Saúde.A Organização Mundial de Saúde (OMS ) define mortalidade materna como a morte de uma mulher durante a gestaçãoou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localizaçãoda mesma, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas tomadasem relação a ela.





Brasília, 05 de julho de 2011Correio da Paraíba - João Pessoa/PBMinistério da Saúde | Institucional

Um comentário:

  1. Olá equipe do População Negra e Saúde

    A Hepatite B é uma doença silenciosa que, em sua forma crônica, atinge mais de dois milhões de brasileiros. Apesar de ser uma doença comum, nem todos conhecem as formas de transmissão ou prevenção, como a vacina, que está disponível nos postos de saúde. Para diminuir os riscos e consequências da Hepatite B, precisamos reforçar a divulgação das informações básicas. Por isso, contamos com sua ajuda. Entre em contato para receber todo o material da campanha!

    Muito obrigada,
    Ministério da Saúde
    comunicacao@saude.gov.br

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