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Mostrando postagens de Maio, 2012

Mulheres Negras e Mulheres Brancas, são (des)iguais no acesso ao pré-natal? Nenhuma morte materna a mais!

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Emanuelle Goes[1] [1] Enfermeira Sanitarista | Mestra em Enfermagem | Pesquisadora em Saúde da Mulher, Gênero e Raça | Odara - Instituto da Mulher Negra


Boas notícias!! O Brasil está reduzindo a mortalidade materna. Isso é muito bom e demonstra os avanços na área da saúde da mulher e em parte na saúde reprodutiva das mulheres. Porém, ainda existe a necessidade de identificar quem são as mulheres, qual a idade? raça/cor? Região? Pois, entendemos que as mulheres não são iguais, e não vivenciam a mesma realidade e muito menos as mesmas vulnerabilidades e nem os níveis de desigualdades. Tivemos a boa notícia que a redução da mortalidade materna foi causada pelo aumento da adesão ao pré-natal, no entanto, na Bahia a realidade entre as mulheres levando em consideração a raça/cor ainda está muito distante quando comparamos mulheres negras e brancas. Essas estatísticas reforçam o que já foi dito anteriormente sobre quem são essas mulheres. Podemos observar que as desigualdades ainda permanecem e…

2ª Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres, pela redução da mortalidade materna

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Acontece nesta 3ª feira, dia 29, a Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres, na Estação Central da Lapa, em Salvador, a partir das 17h30. Essa vigília também tem como intuito lembrar a data do dia 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres.             De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto. Isto significa que são mais de 1.400 mortes por dia. No Brasil, a morte materna – define-se morte matrena durante a gravidez, o aborto e o pós-parto precoce (até 42 dias) ou tardio (de 42 dias até um ano) – é uma das 10 principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde a razão dessas mortes foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é que haja, no máximo, 20 casos de morte materna a cada 100 mil nascid…

Morte de duas gestantes mostra erro em foco de MP 557

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por Vanda Regina Albuquerque


No dia 31 de maio, vence o prazo de votação da MP 557/2011 criada para supostamente acelerar os passos da redução da mortalidade materna no país. Ela “institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna, autoriza a União a conceder benefício financeiro” e levantou inúmeras críticas e notas de repúdio de vários segmentos dos movimentos sociais tais como CUT, AMB, UBM, FEBRASGO, UBM, MMM, AMNB, Rede Feminista de Saúde, etc.
Mas por que persistem tantas reações contrárias?
Primeiro, porque ela foi criada sem nenhuma participação dos movimentos feministas, de mulheres ou de saúde, segmentos que nas últimas três décadas, vêm participando da construção democrática de políticas na área da saúde integral das mulheres.
Segundo, porque não dialoga sequer com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), que existe desde 1984.
E terceiro, porque todo empenho em reduzir a es…