terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ESTADO, TERRITÓRIOS ÉTNICOS E DESENVOLVIMENTO: UMA ANALISE DE RAÇA E GÊNERO*


Diosmar M. Santana Filho
Emanuelle F. Góes
Guiomar Inez Germani





Resumo

O fortalecimento das relações poder e direito no Brasil, torna a diferença um conceito, útil para  análise da transformação do Estado Nacional, pois, as políticas públicas para o desenvolvimento econômico e afirmação dos territórios étnicos  – herdados e/ou conquistados  – das Comunidades Remanescentes Quilombolas, Marisqueiras e Pescadores no entorno da Baía de Todos os Santos e Recôncavo, no Estado da Bahia, apontam para  as contradições desses grupos sociais. Os eventos apresentam a violência, com a ex/apropriação de território étnicos herdados e reconhecidos constitucionalmente, evidenciam o racismo e a questão de gênero, pelo motivo das mulheres que mais sofrem com as repercussões desse processo, desencadeados além da sobrecarga do racismo, o sexismo, demonstrando a interseccionalidades de raça e gênero. 

Palavras- chave: Estado. Território Étnico. Interseccionalidade. Raça. Gênero.

A diferença no uso do espaço: a exclusão e a inclusão 

Na primeira década do século XXI, a America Latina, especificamente o Brasil, tem sido marcado pela conquista da soberania e solidariedade nas relações entre sociedade, poder e direito no Estado Nacional, onde os povos, a partir do processo de luta pela equidade, têm estabelecido o debate para que os governos tenham nas políticas desenvolvimentista práticas que respeitem os modos tradicionais de organização dos territórios indígenas e negros, herdado e conquistado. 
Com isso, há necessidade de avançar sobre a diferença como conceito geográfico para o entendimento acerca do fortalecimento dos Estados Nacionais e da fragmentação dos territórios tradicionais em institucionalizados, como os étnicos-raciais. Onde grupos sociais, definem os usos, pela afirmação étnica coletiva que se produz e reproduz no processo histórico, e se modela no tempo e espaço, mas se afirma em lutas por direitos. 

Leia o artigo completo em: http://www.lagea.ig.ufu.br/xx1enga/anais_enga_2012/eixos/1389_1.pdf



* Artigo publicado nos Anais do  XXI Encontro Nacional de Geografia Agrária - ENGA, 2012



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