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Mostrando postagens de Junho, 2013

Odara realiza o Mapeamento das organizações de e com Mulheres Negras do Nordeste

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O Odara – Instituto da Mulher Negra dando continuidade ao Projeto “Tecendo a Rede de Mulheres Negras do Nordeste”, lança dois instrumentos que vão contribuir com a identificação e o mapeamento das organizações de mulheres negras do Nordeste.  O foco do mapeamento é fortalecer e construir estratégias de articulação em rede das organizações atuantes no Nordeste brasileiro. “Tecendo a Rede de Mulheres Negras do Nordeste” O projeto “Tecendo a Rede de Mulheres Negras do Nordeste” tem como objetivo construir um processo de rearticulação e mobilização das jovens e mulheres negras do Nordeste, envolvendo os nove estados da região, de modo a contribuir com a estruturação de uma rede regional que venha a fortalecer as organizações de mulheres negras na luta pelo combate ao racismo, sexismo e lesbofobia. Então para participar deste processo basta clicar nos links abaixo: Questionário sobre o Perfil e Mapeamento das organizações de e com mulheres do Nordeste - https://docs.google.com/forms/d/1TUj-I…

O Estatuto do Nascituro e o terror

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Debora Diniz* via Correio Braziliense, no Cebes


Nascituro é um não nascido. A palavra parece ser um nó filosófico — como alguém pode reclamar ser uma negação existencial? Essa é a confusão ética em curso no Congresso Nacional com a proposta do Estatuto do Nascituro. Se aprovada, haverá mudança constitucional — o nascituro, hoje termo reservado aos dicionários e aos códigos jurídicos do século passado, será figura permanente entre nós. Os que defendem e os que se espantam com o Estatuto do Nascituro estão de acordo em um ponto: a discussão não se resume à controvérsia sobre como nominar células humanas fecundadas. É mais do que isso. A disputa é sobre dar ou não o estatuto de pessoa a células humanas.Os defensores do Estatuto do Nascituro sustentam ser já pessoa humana um punhado de células recém-fecundadas. Por isso, insistem em descrevê-las como um “ser humano”. Importa saber se humano é descritor das células ou qualificador para direitos e obrigações. Como descritor, não há disputa:…

Mulheres Negras: Este Ministério da Saúde não nos representa

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Nota da AMNB em repúdio à decisão do Ministério da Saúde

A ARTICULAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS, repudia o cancelamento da campanha “Sou prostituta e sou feliz”, que culminou com a demissão do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e sua equipe. Tal gesto injustificável por parte do Ministro da Saúde reafirma seu descompromisso com o direito à saúde das populações excluídas. Ao mesmo tempo, traduz sua opção por uma gestão conservadora e privatista da saúde pública.
Ao ignorar a diversidade social e romper com um dos pilares da promoção de saúde que é o empoderamento d@s sujeitos a quem as ações se destinam, o Ministério da Saúde trai uma das grandes conquistas da sociedade civil brasileira, que é o direito à participação, a representar e ser representado. E desrespeita o fato de que as prostitutas são parte importante desta sociedade que lutou e conquistou a democracia, o SUS e a Política Nacional de HIV/AIDS que, antes da atual gestão, foi um exem…