quarta-feira, 7 de maio de 2014

Seminário debate política integral da saúde da população negra

Cuidar da população capixaba com todas as suas especificidades, respeitando as questões ético-sociais, é uma das preocupações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que promove nesta quarta-feira (07) o I Seminário Estadual da Saúde Integral da População Negra, no Centro de Convenções de Vitória. O evento deverá reunir mais de 200 profissionais e gestores da área da saúde e representantes do movimento negro organizado.
O Seminário é realizado em parceria com a Subsecretaria de Movimentos Sociais, que é ligada à Casa Civil do Governo do Estado, e com o Conselho Estadual da Igualdade Racial.
Segundo o coordenador do Comitê Estadual da Promoção da Equidade, Júlio César de Moraes, o seminário terá o papel de fomentar a política integral da saúde da população negra, debater a questão do racismo institucional, conhecer melhor a política nacional da população negra e ver os avanços e desafios nessa temática.
Para aprofundar o debate participarão da mesa-redonda o coordenador nacional da Política Nacional da Saúde Integral da População Negra, Rui Leandro, do Ministério da Saúde; a professora-doutora Isabel Cruz, da Universidade Federal Fluminense, representando o Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra da instituição; e o coordenador do Comitê Estadual, que falará sobre os avanços dessa política no Espírito Santo.
Júlio destaca que a Sesa tem se preocupado em promover a articulação entre as diversas áreas técnicas que atuam na promoção da saúde integral da Mulher, do Homem, do Idoso, da Criança e do Adolescente, entre outras para avançar nas ações que contemplem essa população dentro da sua realidade.
Ele observa que é preciso ter “um olhar diferente para questões diferentes” visando tornar mais justo o tratamento dado às pessoas, respeitando sua diversidade social, cultural e histórica, que está relacionada, muitas vezes, a diferenças importantes de condições de vida, oportunidade e eventuais problemas de discriminação e preconceito.
“Dentro da temática da saúde da mulher, por exemplo, é preciso pensar na mulher negra, na indígena, na quilombola, na cigana, na mulher urbana, na mulher rural, isso é buscar equidade no cuidado à saúde”, exemplifica.
Ele destaca ainda que o Seminário será um importante espaço de conversa para conhecer melhor a política nacional, ouvir os movimentos sociais e definir propostas e diretrizes para planejar ações que contemplem essa população dentro da sua realidade.
Ao final, as propostas serão encaminhadas para o Comitê Estadual da Promoção da Equidade – que é coordenado pela Sesa, mas tem representações das Subsecretarias de Movimentos Sociais e de Direitos Humanos, do Escritório do Distrito Sanitário da Saúde Indígena, seis povos tradicionais (pomeranos, ciganos, indígenas, pescadores artesanais, campo e floresta, comunidades de religiões de matriz africana), movimento negro organizado, LGBT, e população em situação de risco, além de técnicos da Sesa. Formado no ano passado este será o primeiro desafio do Comitê.

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