terça-feira, 28 de abril de 2015

O Racismo Institucional no caminho da Saúde Materna, Jovem Negra de 15 anos morre após dar à luz em hospital


*Emanuelle Goes

E continua, outras Alynes continuam aumentando o numero de óbitos maternos em nosso País. Então, de fato do que adiantou, e qual foi o real impacto do Estado Brasileiro ser julgado pela corte internacional (CEDAW - Comitê pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher - Nações Unidas) sobre acusação da morte de Alyne, que era uma jovem negra que morreu de causa materna, alem de uma indenização para família e um nome na placa em uma unidade de uma maternidade no Rio de Janeiro, sim o mesmo Estado que em uma de suas maternidade ceifou a vida precocemente de Rafaela, uma jovem com o perfil tão semelhante com o de Alyne.

Rafaela estava grávida de 40 semanas Foto: Reprodução / Facebook
E ao mesmo tempo o quanto vale a vida de Rafaela, que neste momento é a representação da negação do direito a vida das mulheres negras, quando as práticas discriminatórias e racistas atingem diretamente Rafaela com o desfecho mortal, a sociedade racista diz que somos e quanto (não) valemos. Link: Jovem de 15 anos morre após dar à luz e família acusa hospital de negligência

Quem é Rafaela, o pouco que sei basta para imaginar o tratamento que ela recebeu na maternidade, Mulher Adolescente Negra, tudo isso tem uma interação de opressões sexistas, etarista e racista, que funciona como uma bomba relógio. Posso sim, como  mulher negra e profissional da saúde, imaginar quantas violências obstétricas Rafaela sofreu até o seu trágico fim.

Estou de verdade muito triste, sim essa é palavra, triste!! Ver que a nossa vida não vale nada, que para eles, profissionais de saúde, Rafaela, eu e você só somos mais uma que atrapalham e atrasam o desenvolvimento e progresso deste País.

E por fim, segue uma lista de artigos que venho escrevendo e publicando no Blog sobre o tema, a minha meta é que eu possa falar um dia, mais de saúde do que de doença, mais de vida do que morte!!

Violência obstétrica, as práticas profissionais existem sem ela?

Mais que um nome na placa, morte materna e o racismo institucional

Cerca de 90% das mortes de grávidas poderiam ser evitadas com o atendimento adequado

Caso Alyne: Estado realiza pagamento de indenização à mãe de Alyne Pimentel

Mulheres Negras e Mulheres Brancas, são (des)iguais no acesso ao pré-natal? Nenhuma morte materna a mais!


*Blogueira, Enfermeira, Odara Instituto da Mulher Negra, Doutoranda em Saúde Pública/UFBA



sábado, 18 de abril de 2015

Meninas de 10 a 14 anos de comunidade quilombola Kalunga são vítimas de escravidão sexual em Goiás

Pelo menos oito inquéritos concluídos, só em 2015, pela Polícia Civil goiana denunciam o uso de meninas kalungas como escravas sexuais. As vítimas, entre 10 e 14 anos, têm como algozes homens brancos e poderosos de Cavalcante
Por Renato Alves, em EM

Cavalcante (GO) — Meninas descendentes de escravos nascidas em comunidades kalungas da Chapada dos Veadeiros protagonizam as mesmas histórias de horror e barbárie dos antepassados, levados à força para trabalhar nas fazendas da região nos séculos 18 e 19. Sem o ensino médio e sem qualquer possibilidade de emprego além do trabalho braçal em terras improdutivas nos povoados onde nasceram, elas são entregues pelos pais a moradores de Cavalcante. Na cidade de 10 mil habitantes, no nordeste de Goiás, a 310km de Brasília, a maioria trabalha como empregada doméstica em casa de família de classe média. Em troca, ganha apenas comida, um lugar para dormir e horário livre para frequentar as aulas na rede pública. Para piorar, fica exposta a todo tipo de violência. A mais grave, o estupro, geralmente cometido pelos patrões, homens brancos e com poder econômico e político.
As vítimas têm entre 10 e 14 anos. Os autores, de profissionais liberais a políticos, de 20 a 70. Por enquanto, eles continuam impunes. No entanto, a história começou a mudar em dezembro, quando a direção da Polícia Civil goiana decidiu trocar todo o efetivo da delegacia local. Mesmo sem estrutura e gente suficiente, os novos investigadores, vindos de outras cidades e assustados com tantos casos de estupro de vulnerável — em que a vítima tem menos de 14 anos — engavetados, decidiram dar prioridade a esse tipo de ocorrência. Desde então, concluíram oito inquéritos. O mais recente tem como indiciado o vice-presidente da Câmara Municipal, Jorge Cheim (PSD), 62 anos. Há duas semanas, um laudo comprovou o estupro da menina kalunga de 12 anos que morava na casa dele.
Sem respostas
O delegado Diogo Luiz Barreira pediu a prisão preventiva de Cheim, que, além de vereador por três mandatos, é ex-prefeito de Cavalcante e marido da atual vice-prefeita do município, Maria Celeste Cavalcante Alves (PSD). O pedido e o inquérito contra ele estão com a única promotora de Justiça de Cavalcante, Úrsula Catarina Fernandes Siqueira Pinto. Respondendo pela comarca do município há 18 anos, ela é casada com um primo de Cheim. A amigos e policiais da cidade, ela disse que deve se declarar suspeita na fase de ação judicial. A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Goiás (MPGO) analisa reclamação autuada no mês passado contra o trabalho dela. Na denúncia, moradores reclamam de supostas lentidão e falta de resposta às denúncias de crimes cometidos na cidade.
A promotora, que atende ao público só às quintas-feiras, não foi encontrada para entrevista nem retornou os recados deixados pela reportagem do Correio, que esteve em Cavalcante terça e quarta-feira. Em depoimento, Cheim negou o crime. Alegou ter levado a vítima para morar na casa dele devido às dificuldades financeiras da família da menina, moradora de um povoado quilombola distante 100km da sede do município. Sobre a falta de autorização judicial para cuidar da criança, ressaltou que a promotora sabia de tudo.
A equipe do Correio foi à casa do acusado, na terça-feira. Dois homens, um deles filho do vereador, receberam a reportagem na porta. Disseram que o vereador estava na fazenda dele, mas faria questão de dar entrevista. Garantiram que ele seria encontrado na sessão da Câmara, na noite de terça. Cheim faltou à reunião, não foi visto mais na cidade nem retornou às ligações do jornal.
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Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

domingo, 12 de abril de 2015

Carta de apoio a candidatura de uma reitora negra

Por Angela Figueiredo[1]


Candidata Ana Rita Santiago
Resolvi escrever este texto hoje, sábado, dia 11 de abril, uma manhã chuvosa no recôncavo baiano, explicitando os motivos do meu apoio a candidatura de Ana Rita Santiago ao cargo de reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Inicialmente, o meu apoio ocorreu em resposta ao Pânico Moral que se estabeleceu na UFRB, após o nome de Ana Rita - uma mulher negra, professora, doutorado em letras pela universidade Federal da Bahia, autora de livros e artigos e ex- pró-reitora da PROEXT - ter sido cogitado para ocupar o cargo de reitora da UFRB. Fiz uma breve apresentação da candidata, pois, acredito que do ponto de vista formal, Ana Rita preenche os critérios para pleitear o cargo: formação acadêmica e experiência administrativa. Contudo, do ponto de vista simbólico, a associação negativa atribuída à cor e ao gênero desabilita e desqualifica  para alguns/algumas a sua candidatura. Visto que as imagens estereotipadas que incidem sobre as mulheres negras “perpetuam uma iconografia de representação da negra que imprime na consciência cultural coletiva a de que ela está neste planeta principalmente para servir aos outros” (HOOKS, 1995,p. 468).

Segundo Cohen (1987), “ o pânico moral  partiria de um problema social (as diferenças de poder e estatuto que caracterizam a organização social capitalista), para o qual a ação desviante constitui a resposta/solução encontrada pelos grupos excluídos ou marginalizados. A esta resposta/solução segue-se a reação social que, mobilizada pelos media e pelos grupos de interesse, dramatiza o problema e cria condições para a polarização social e agravamento do conflito, confirmando os estereótipos iniciais. O que constitui, então, um pânico moral? ‘uma condição, episódio, pessoa ou grupo de pessoas emerge para ser definido como uma ameaça aos valores e interesses sociais, a sua natureza é apresentada de uma maneira estilizada e estereotípica […]” (Cohen, , 1987: 9; apud Machado, 60; 2004).

Refiro-me ao pânico moral por que pretendo destacar a proliferação de discursos advindos de setores conservadores de esquerda e de direita revelados através do medo de que a UFRB viesse a se transformar em uma universidade negra. Mas, afinal, o que isso significa? Em que medida a candidatura de uma mulher negra, transformaria esta universidade, em uma universidade negra? De maneira análoga, a condução da universidade por um homem branco, transforma a universidade em uma universidade branca? Por que o sujeito universal ainda permanece associado  ao homem branco? Por que os membros de grupos étnico-raciais, ou, membros de “minoria” estão condenados a sempre representar um ponto de vista menor e nunca a expressão de um conjunto mais amplo? Por que as demandas de grupos historicamente destituído de poder sempre representam uma ameaça à paz? Enfim, estas são questões que precisam ser discutidas com vistas à diluição do medo da diferença. Ou, será que o respeito à diferença só é eficaz em sua dimensão discursiva.

Abaixo elenco alguns pontos que explicitam o meu apoio à candidatura de Ana Rita:
Apoio a candidatura de Ana Rita porque acredito em seu compromisso político, social e acadêmico.

Apoio a candidatura de Ana Rita porque acredito na democracia e na importância do debate e da construção de propostas alternativas para a condução desta universidade.
Apoio a candidatura de Ana Rita porque aprendi com o feminismo negro (Gonzales, 1983; Collins,  Bairros, 1995) a importância da desconstrução das imagens estereotipadas sobre as mulheres negras e sobre o valor de procedermos a uma inversão simbólica do lugar que tem sido historicamente reservado aos negros e negras em nossa sociedade. 

Apoio a candidatura de Ana Rita, pois, acredito, que esta é sem dúvida uma boa oportunidade para colocar em xeque os nossos discursos sobre equidade de gênero e raça e sobre as especificidades históricas e sociais de uma universidade localizada no recôncavo baiano.

Apoio a candidatura de Ana Rita porque sou consciente da importância de iniciativas como essas que permitam de maneira efetiva a desconstrução de estereótipos  que associam a imagem das mulheres e dos negros e negras a incompetência e inabilidade intelectual.

Apoio  a candidatura de Ana Rita porque levo a sério a importância de descolonizarmos o conhecimento, as representações do poder e do saber.

Apoio a candidatura de Ana Rita porque busco coerência entre a minha reflexão e produção intelectual  e a prática e convoco a todxs a fazer o mesmo exercício.

Referências bibliográficas

BAIRROS, Luiza. “Nossos feminismos revisitados” in: Estudos Feministas, vol. 3, n 2, Universidade Federal do Rio de Janeiro p. 458-463, 1995.

COLLINS, Patricia Hill. The black feminist thought. London, Routledge, 2000.
MACHADO, Carla. Pânico Moral: Para uma Revisão do Conceito.  In: Interacções número 7. pp. 60-80, 2004. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario%201/Downloads/125-392-1-PB.pdf, acesso em 10.04.2014
HOOKS, Bell . Intelectuais negras. Estudos Feministas, Rio de Janeiro,  vol. 3, n 2, IFCS/UERJ e PPCIS/UERJ p.464-479, 1995

FIGUEIREDO, Angela e GROSFOGUEL, Ramon. Por que não Guerreiro Ramos? Novos desafios a serem enfrentados pelas universidades públicas brasileiras.  Ciência e Cultura, vol 59, n 2, São Paulo, junho 2007.

 GONZALEZ, Lelia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje 2, ANPOCS, Brasília, p.223-244, 1983.




[1] Antropóloga, professora e pesquisado CAHL, ex-coordenado do PPGCS/UFRB, Professora do POSAFRO/UFBA e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Estudos de Gênero, Raça e Subalternidade - Coletivo Angela Davis. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Violência obstétrica, as práticas profissionais existem sem ela?


Emanuelle Goes*


Do meu lugar de enfermeira, me recordo do tempo de estudante de graduação nos momentos de estágios, principalmente nos estágios em obstetrícia. Vou lá atrás buscar informações da memória, vou lá ver como os profissionais atendiam e (não) cuidavam das gestantes e tiro a seguinte conclusão, a violência obstétrica faz parte da rotina profissional, no formato do atendimento de todos os profissionais, cada um no seu espaço de poder, atuando de forma hierarquizada: a técnica de enfermagem grita causando constrangimento, a enfermeira atrasa o procedimento, e os médicos realizam diagnósticos excessivos, a exemplo do tal  “exame de toque”.

A minha ida ao passado acontece por conte de nos últimos meses, estar lendo muito artigos e denuncias sobre a violência obstétrica e a resistência dos profissionais de saúde tem na atuação frente as mulheres em trabalho de parto ou em situação de abortamento, esta violência estar pautada e diretamente vinculada à relação de poder entre profissional e paciente que tem como estruturante o patriarcalismo, o racismo e sexismo, e com isso as mulheres tem todas as opressões potencializadas. 

A violência obstétrica caracteriza-se pela apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres pelos. profissionais de saúde, através do tratamento desumanizado,  abuso de medicalização e patologização dos processos naturais, causando a perda de autonomia e a capacidade de decidir sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres, essa e a definição dada pela Venezuela e Argentina, onde a Violência Obstétrica é tipificada. (Defensoria do Estado SP)

As mulheres sofrem violência tanto no parto, quanto na situação de abortamento, sendo o ultimo, o alvo mais legitimo na pratica, no entanto as que dão “a luz” não estão salvas de serem violentadas institucionalmente, por conta disso, porque na verdade o grande problema é o SER, mulher negra jovem de periferia, estas categorias sociais/identitárias define ou ajuda muito a decisão do profissional como serão tratadas as pessoas nos serviços de saúde.

Para os profissionais de saúde, em especial os médicos, a realização de parto cesárea, o uso de ocitocina e a episiotomia, por exemplo, não praticas que se classificam como violência obstétrica, pois ajudam as mulheres no parto, no entanto todos esses procedimentos em excesso ou realizado de forma desnecessária são classificados como violência obstétrica sim, e que muitas vezes servem para facilitar a vida desses profissionais. Vale apena ler o artigo-denúncia sobre Outras dores do parto: mães relatam ‘novotipo’ de violência obstétrica em hospitais.

Voltando a minha graduação, só para pensar, que horas é que aprendemos isso? Temos que contar com a nossa sensibilidade humana somente? Ou  o ensino na formação do profissional já precisaria garantir pelo menos o que seria boas praticas no atendimento e cuidado das mulheres na gestação?

Recentemente a Pesquisa Nascer no Brasil, apresentou dados interessantes sobre as intervenções durante o parto em mulheres de risco obstétrico habitual e boas práticas e o que o estudo mostra é que a infusão de ocitocina e ruptura artificial da membrana amniótica foi uma técnica muito utilizada para provocar a aceleração do trabalho de parto. Ambas ocorreram em cerca de 40% das mulheres de risco habitual, sendo mais frequente nas mulheres do setor publico, de mais baixa escolaridade (1).

Atualmente a Organização Mundial de Saúde - OMS e o Ministério da Saúde recomendam para o manejo do trabalho de parto inclusão de oferta de líquidos; estímulo à adoção de posições verticalizadas e liberdade de movimentação, buscando aumentar o conforto materno e facilitar a progressão do trabalho de parto; e  uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, tais como banho de aspersão ou imersão em água quente, massagens e outros. Essas são tecnologias acessíveis, não invasivas e de baixo custo, sendo possíveis de serem ofertadas por todos os serviços de saúde (1).

A violação dos Direitos Sexuais e Reprodutivos corresponde à limitação de oportunidades na vida das mulheres, tanto na esfera pública como na esfera privada – e também podem culminar, muitas vezes, na morte e na aquisição de doenças que poderiam ser evitadas.

A violência institucional, e neste caso especifico de violência obstétrica prejudica o acesso das mulheres aos serviços de saúde que pode levar a morbimortalidade materna. O espaço do cuidado e da assistência à saúde, assim como os seus profissionais, deveriam garantir minimamente que as mulheres tivessem o seu risco de adoecer e morrer reduzidos, no entanto por conta de uma estrutura de sociedade opressora, desigual e preconceituosa coloca a vida das mulheres em risco a cada momento que elas entram nos serviços de saúde!

Então mulheres que façamos muitas denuncias para que a regra do cotidiano das violências obstétricas se torne um caso isolado,uma exceção! 


Fonte:


*Blogueira, Enfermeira, Odara Instituto da Mulher Negra, Doutoranda em Saúde Pública/UFBA

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CHAMADAS DE TRABALHO PARA SIMPÓSIO TEMÁTICO SOBRE A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM BELÉM DO PARÁ E NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM FEIRA DE SANTANA

CARTA CONVITE
4 de abril de 2015
Prezadas e Prezados Colegas,
Eu, Edna Araújo,da Universidade Estadual de Feira de Santana,e o Professor Hilton Pereira da Silva, da Universidade Federal do Pará, aceitamos o convite da Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) para organizarmos um dossiê com artigos sobre a Saúde da População Negra a ser publicado ainda no ano de 2015. Essa publicação tem o objetivo de dar visibilidade às pesquisas e enriquecer os debates em torno do tema.
Convidamos todos que apresentaram trabalhos no Simpósio Temático sobre a Saúde da População Negra em Belém do Pará e no Seminário Internacional sobre Saúde da População Negra em Feira de Santana para prepararem seus textos para publicação na Revista da ABPN.
As normas para submissão podem ser consultadas no site da Revista da ABPN.
O prazo é de 30 dias a partir do dia 4 de abril de 2015, para enviar seu texto para avaliação e revisão. Como antecipamos um número considerável de submissões, é possível que nem todos os artigos recebidos venham a ser publicados. Os autores serão avisados o mais breve possível sobre a decisão de publicação ou não de seu trabalho. Os textos deverão ser enviados para e-mail ednakam@gmail.com ou hdasilva@ufpa.br. Solicita-se envio de e-mail registrando aceitação do convite para participação nesse dossiê o mais rápido possível.
É recomendado que os autores se filiem a Revista da ABPN e a ABPN mesmo que não possam efetuar o pagamento e, se for de interesse, devem preencher também o cadastro de avaliadores. Em caso de dúvidas entrar em contato pelos e-mails acima informados.