Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2015

O Racismo Institucional no caminho da Saúde Materna, Jovem Negra de 15 anos morre após dar à luz em hospital

Imagem
*Emanuelle Goes
E continua, outras Alynes continuam aumentando o numero de óbitos maternos em nosso País. Então, de fato do que adiantou, e qual foi o real impacto do Estado Brasileiro ser julgado pela corte internacional (CEDAW - Comitê pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher - Nações Unidas) sobre acusação da morte de Alyne, que era uma jovem negra que morreu de causa materna, alem de uma indenização para família e um nome na placa em uma unidade de uma maternidade no Rio de Janeiro, sim o mesmo Estado que em uma de suas maternidade ceifou a vida precocemente de Rafaela, uma jovem com o perfil tão semelhante com o de Alyne.
E ao mesmo tempo o quanto vale a vida de Rafaela, que neste momento é a representação da negação do direito a vida das mulheres negras, quando as práticas discriminatórias e racistas atingem diretamente Rafaela com o desfecho mortal, a sociedade racista diz que somos e quanto (não) valemos. Link: Jovem de 15 anos morre após dar à luz e f…

Meninas de 10 a 14 anos de comunidade quilombola Kalunga são vítimas de escravidão sexual em Goiás

Imagem
Pelo menos oito inquéritos concluídos, só em 2015, pela Polícia Civil goiana denunciam o uso de meninas kalungas como escravas sexuais. As vítimas, entre 10 e 14 anos, têm como algozes homens brancos e poderosos de Cavalcante Por Renato Alves, em EM
Cavalcante (GO) — Meninas descendentes de escravos nascidas em comunidades kalungas da Chapada dos Veadeiros protagonizam as mesmas histórias de horror e barbárie dos antepassados, levados à força para trabalhar nas fazendas da região nos séculos 18 e 19. Sem o ensino médio e sem qualquer possibilidade de emprego além do trabalho braçal em terras improdutivas nos povoados onde nasceram, elas são entregues pelos pais a moradores de Cavalcante. Na cidade de 10 mil habitantes, no nordeste de Goiás, a 310km de Brasília, a maioria trabalha como empregada doméstica em casa de família de classe média. Em troca, ganha apenas comida, um lugar para dormir e horário livre para frequentar as aulas na rede pública. Para piorar, fica exposta a todo tipo d…

Carta de apoio a candidatura de uma reitora negra

Imagem
Por Angela Figueiredo[1]

Resolvi escrever este texto hoje, sábado, dia 11 de abril, uma manhã chuvosa no recôncavo baiano, explicitando os motivos do meu apoio a candidatura de Ana Rita Santiago ao cargo de reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Inicialmente, o meu apoio ocorreu em resposta ao Pânico Moral que se estabeleceu na UFRB, após o nome de Ana Rita - uma mulher negra, professora, doutorado em letras pela universidade Federal da Bahia, autora de livros e artigos e ex- pró-reitora da PROEXT - ter sido cogitado para ocupar o cargo de reitora da UFRB. Fiz uma breve apresentação da candidata, pois, acredito que do ponto de vista formal, Ana Rita preenche os critérios para pleitear o cargo: formação acadêmica e experiência administrativa. Contudo, do ponto de vista simbólico, a associação negativa atribuída à cor e ao gênero desabilita e desqualifica  para alguns/algumas a sua candidatura. Visto que as imagens estereotipadas que incidem sobre as mulheres negras “perp…

Violência obstétrica, as práticas profissionais existem sem ela?

Imagem
Emanuelle Goes*

Do meu lugar de enfermeira, me recordo do tempo de estudante de graduação nos momentos de estágios, principalmente nos estágios em obstetrícia. Vou lá atrás buscar informações da memória, vou lá ver como os profissionais atendiam e (não) cuidavam das gestantes e tiro a seguinte conclusão, a violência obstétrica faz parte da rotina profissional, no formato do atendimento de todos os profissionais, cada um no seu espaço de poder, atuando de forma hierarquizada: a técnica de enfermagem grita causando constrangimento, a enfermeira atrasa o procedimento, e os médicos realizam diagnósticos excessivos, a exemplo do tal  “exame de toque”.
A minha ida ao passado acontece por conte de nos últimos meses, estar lendo muito artigos e denuncias sobre a violência obstétrica e a resistência dos profissionais de saúde tem na atuação frente as mulheres em trabalho de parto ou em situação de abortamento, esta violência estar pautada e diretamente vinculada à relação de poder entre profissi…

CHAMADAS DE TRABALHO PARA SIMPÓSIO TEMÁTICO SOBRE A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM BELÉM DO PARÁ E NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM FEIRA DE SANTANA

Imagem
CARTA CONVITE
4 de abril de 2015 Prezadas e Prezados Colegas, Eu, Edna Araújo,da Universidade Estadual de Feira de Santana,e o Professor Hilton Pereira da Silva, da Universidade Federal do Pará, aceitamos o convite da Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) para organizarmos um dossiê com artigos sobre a Saúde da População Negra a ser publicado ainda no ano de 2015. Essa publicação tem o objetivo de dar visibilidade às pesquisas e enriquecer os debates em torno do tema. Convidamos todos que apresentaram trabalhos no Simpósio Temático sobre a Saúde da População Negra em Belém do Pará e no Seminário Internacional sobre Saúde da População Negra em Feira de Santanapara prepararem seus textos para publicação na Revista da ABPN.
As normas para submissão podem ser consultadas no site da Revista da ABPN. O prazo é de 30 dias a partir do dia 4 de abril de 2015, para enviar seu texto para avaliação e revisão. Como antecipamos um número considerável de submissões, é possíve…