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Por uma sociedade que não odeie as mães

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por Juliana Gonçalves para o Calle2
"Historicamente na vida de muitas mulheres negras, a figura masculina provoca mais dor do que aconchego ou qualquer tipo de proteção" 
Jovem, mãe, negra e solteira. Isso é parte do que sou. Sei que falo de uma experiência coletiva sob uma ótica particular. Dói saber disso. Somos muitas mães solteiras, sobretudo negras. Ter filho é um divisor de águas na vida de muitas mulheres. O pesar vem quando a maternidade nos separa por vezes do mundo, das pessoas. Mas não precisa ser assim. Não deve ser.
Vou começar dizendo que ao meu ver o problema nunca foi ser  “solteira’’. Nunca fui uma mulher que sonhava com casamento. Acredito que não ter um companheiro não seja a grande questão aqui. O problema é criar um filho de um pai que pouco se importa ou nada se importa. O que inclusive pode ocorrer em relações onde o homem está lá fisicamente presente.
Venho de uma família onde isso é exceção. As que vieram antes de mim, mãe, avó, bisavó de for…